A MentorART aprende com mais de cinco décadas de investigação e experiência internacional em mentoria, incluindo referências como a e Mentornenvolvimento seguras, significativas e consistentes, independentemente da sua origem ou circunstâncias.
A MentorART procura fazê-lo construindo capacidade em torno da mentoria social: envolvendo escolas, universidades, municípios, empresas, fundações, organizações sociais e comunidades numa rede de responsabilidade partilhada pelo desenvolvimento dos jovens. A mentoria é o ponto de partida; a visão é uma comunidade de oportunidades.
O Programa MentorART foi desenhado para poder ser adaptado e replicado em diferentes contextos, mas crescer não significa simplesmente reproduzir o mesmo modelo mais vezes. Cada nova implementação exige capacidade local, pessoas preparadas, matching intencional, supervisão, segurança, acompanhamento, avaliação e aprendizagem contínua. Ampliar com qualidade significa crescer apenas quando estas condições também conseguem crescer.
A MentorART aprende com mais de cinco décadas de investigação e experiência internacional em mentoria, incluindo referências como a e Perach, EMCC, Mentoring Europe, sem procurar importar uma solução fechada. O conhecimento global é combinado com aprendizagem em terreno, investigação-ação e adaptação às realidades educativas e sociais portuguesas.
No longo prazo, a MentorART assume como horizonte desenvolver capacidade de rede própria para chegar a 25.000 jovens por ano letivo. É uma ambição de capacidade — não uma promessa automática de crescimento nem uma afirmação de impacto. A progressão deverá depender da evidência, da qualidade da implementação, da capacidade humana e técnica e da sustentabilidade necessária para proteger cada relação de mentoria.
Um Jovem. Um Mentor. não é uma missão para cumprir sozinho.
Criar mais oportunidades de mentoria exige uma aliança entre escolas, famílias, universidades, municípios, entidades públicas, empresas, fundações e comunidades.
A MentorART procura construir relações duradouras e responsabilidades partilhadas, mobilizando conhecimento, pessoas, recursos e capacidade local.
Cada parceiro contribui de forma diferente, mas com um objetivo comum: criar melhores condições para o desenvolvimento dos jovens.
Para com as desigualdades e injustiças sociais. Ser um positivamente insatisfeito, orientando as suas ações com forte compromisso e disponibilidade. Expressando a sua responsabilidade social através de cidadania ativa e solidariedade, devolvendo regularmente à comunidade o que já recebeu, contribuindo significativamente para a prosperidade social.
Promovendo ações concretas que impactem positivamente com o ecossistema social. Partindo de uma escuta cuidada e observação atenta, dialogando, colaborando e valorizando a autonomia, a liberdade, a responsabilidade apoiada, a diferença e pluralidade. Com o objetivo último de mobilizar uma massa crítica de indivíduos (agentes de mudança) que facilitem e promovam uma transformação social de larga escala, positiva e sustentável.
Aspirando a persistência e resiliência perante adversidades, com expectativas elevadas e num constante sentido de possibilidade. Investindo no autodesenvolvimento e autossuperação que inspira os que o rodeiam.
Atuando com base nas metodologias e práticas com melhores indicadores de impacto, cientificamente comprovadas. Instigando a resolução ativa de problemas/desafios de forma criativa e com curiosidade. Desenvolvendo processos adaptáveis, flexíveis e com foco na criação de valor.
Em cada ação desenvolvida e numa abordagem de aprendizagem em serviço (service learning). Atuando de forma explícita, focada e produtiva, num ciclo de ação e reflexão (prática-refletida), projetando a sua intervenção para os extremos, de forma empática e empoderadora.
Para com as ações e processos, visando sempre uma melhoria contínua e aperfeiçoamento. Os intervenientes são modelos de conduta vivos, partilhando aspirações e exemplos positivos (lead by example) com humildade, gentileza, cortesia, brio, rigor e consistência.
A MentorART nasceu também da aprendizagem com programas internacionais de mentoria de grande escala, e continua a procurar conhecimento nas melhores referências internacionais, na investigação científica e na experiência de quem pratica mentoria em diferentes contextos.
Mas o Programa MentorART não é uma reprodução de um modelo internacional. É uma resposta desenvolvida para o contexto português, que combina essa aprendizagem global com investigação-ação, experiência em terreno, cocriação com parceiros e melhoria contínua.
MentorART, é por isso, um Serviço Especializado de Mentoria de Elevado Desempenho na Educação (SEMED-E).
No SEMED-E AME, estudantes do ensino superior, jovens profissionais e outras pessoas da comunidade podem assumir o papel de mentores depois de um processo de mobilização, seleção e preparação. No SEMED-E AMI, são jovens mais velhos que acompanham outros jovens. E através da SEMED-E Consulting, escolas, municípios e organizações podem desenvolver e qualificar as suas próprias respostas de mentoria social.
Em todos os casos, a relação vem primeiro. A pessoa mentora não substitui professores, famílias ou profissionais especializados. Acrescenta uma relação de desenvolvimento diferente: próxima, consistente e intencional, integrada num ecossistema educativo mais amplo e apoiada por uma estrutura profissional de capacitação, acompanhamento e supervisão.
Uma organização construída à volta da relação
Na MentorART, a estrutura começa onde verdadeiramente importa: na relação entre cada jovem e a sua pessoa mentora.
As crianças e os jovens não estão no fim de uma cadeia de intervenção. São participantes ativos no seu próprio percurso, com voz, potencial, interesses, escolhas e objetivos. Ao seu lado estão os mentores — estudantes do ensino superior, profissionais, voluntários da comunidade ou, no SEMED-E AMI, jovens mentores interpares — selecionados, preparados e acompanhados para construir relações seguras, significativas, consistentes e intencionais.
À volta de cada relação existe uma infraestrutura profissional de Coordenação, Suporte e Desenvolvimento — ECSD. A sua função não é ocupar o centro da mentoria, mas criar as condições para que ela aconteça com qualidade: acompanhar as relações, apoiar a prática dos mentores, articular com escolas e parceiros, antecipar dificuldades e assegurar que situações que exigem maior atenção recebem a resposta adequada.
Os Coordenadores MentorART asseguram o acompanhamento de proximidade e a articulação quotidiana do Programa. Os Team Leaders da ECSD reforçam esta estrutura através de supervisão, desenvolvimento profissional e apoio à decisão, promovendo reflexão sobre a prática, consistência e melhoria contínua. A supervisão combina dimensões formativas, normativas e restaurativas: desenvolver competências, proteger padrões de qualidade e cuidar de quem acompanha relações exigentes.
A Direção, o Advisory Board e as restantes áreas especializadas completam esta arquitetura. Contribuem para a orientação estratégica, qualidade, sustentabilidade, aprendizagem e antecipação de riscos, sem substituir a responsabilidade das equipas que estão mais próximas de cada relação.
A lógica é simples: quanto mais próxima está uma decisão da relação de mentoria, mais importante é que exista suporte competente, responsabilidades claras e capacidade de escalamento quando necessário.

Da preparação da relação à aprendizagem do ciclo
Uma relação de mentoria de qualidade não começa no primeiro encontro entre mentor e mentorando. Começa muito antes — quando se criam as condições para que essa relação possa nascer e desenvolver-se com segurança, significado, consistência e intenção.
Por isso, o Programa MentorART organiza o ciclo anual em três macrofases e dez etapas operacionais: Arranque, Desenvolvimento e Fecho. Esta arquitetura articula planeamento, participação de mentorandos, seleção e preparação de mentores, matching, acompanhamento das relações, experiências de enriquecimento, reconhecimento, avaliação e preparação do ciclo seguinte.
Arranque — criar condições antes de criar pares.
O ciclo começa com o Plano de Ação–Reflexão com as entidades parceiras, seguido da identificação e participação dos mentorandos, do recrutamento, seleção e capacitação inicial dos mentores e do Empowering Matching. O matching procura considerar mais do que disponibilidade horária: perfil, interesses, necessidades, contexto e condições práticas. Continua, porém, a ser uma hipótese de adequação que deve ser acompanhada e ajustada quando necessário.
Desenvolvimento — sustentar relações e oportunidades.
É aqui que acontece a Mentoria de Elevado Desempenho, acompanhada pela ECSD através de suporte, capacitação e desenvolvimento contínuo dos mentores. O Programa integra ainda Experiências de Enriquecimento e Envolvimento Comunitário, procurando ampliar referências, aprendizagens e oportunidades a partir dos interesses, objetivos e contexto de cada relação.
Fecho — reconhecer, aprender e preparar o que vem a seguir.
O ciclo termina com o reconhecimento e celebração do percurso, a Medição de Impacto e Aprendizagens e o planeamento do próximo ciclo letivo. Medir não é apenas contabilizar atividades: é compreender o que aconteceu, ouvir diferentes perspetivas, reconhecer limitações e transformar evidência e experiência em melhores decisões para o ciclo seguinte.
Esta arquitetura não é um percurso rígido. É uma estrutura comum que permite consistência sem perder capacidade de adaptação ao contexto, articulando prática, reflexão e melhoria contínua.
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